15 de Janeiro de 2012

Snack-Bar Agapito...a redacção

Tenho que me apressar, não vá o Diabo tecê-las!
Aqui nas minhas redondezas, que isto é sítio dos bons, daqueles a que se tem tudo o que é de direito, embora não pareça assim à primeira vista, existe um snack-bar, o "Agapito", que merece honras de destaque. 
Posto isto, prevendo que a situação possa mudar de figura e enquanto se mantém O Agapito das Bifanas, sem mexidas modernistas, minimalistas e tantas outras coisas não menos istas que agora não me ocorrem e que os herdeiros do Agapito poderiam aplicar ao estabelecimento, antes de começarem a comercializar bifanas gourmet, vou passar à redacção sobre o dito cujo.

Pois bem, o Agapito fica à beira de uma estrada e é frequentado, sobretudo, por nativos da zona (posso até avançar que têm mesmo ar de nativos da zona, se é que me faço entender), que num ambiente entre o tasca rasca e snack-bar moderníssimo de 80, com tecto falso todo ele em quadriláteros que outrora de alva brancura, sucumbiram ao fumo do tabaco - pois sim, que no Agapito pode-se fumar! - se enfrascam de aguardentes incolores, medronhos espessos e copos de vinho variados, que vão desde o branco ao tinto (...piada seca, admito). E bebem e bebem e bebem, conversam um bocadito e voltam a beber e a beber e a beber...e às vezes desconversam e pronto, assim se passa o tempo no Agapito.

Por vezes lá entra uma mulher (entenda-se gaja, para os nativos)muito à cautela, para comprar as famosas bifanas com segredos de receita, gulosas e salvadoras de almoços preguiçosos...nas quais me incluo!
Também é frequentado por grupos de estrangeiros residentes, amantes do very tipical e pouco dados a esquisitices. Sentam-se na esplanada com vista p'rá estrada e bebem compais entremeados de imperiais. São já conhecidos da casa, recomendados por outros cámones amantes das portugalices.

Enquanto se espera pelas encomendas, nos bancos altos do balcão, não se desespera porque os olhos ficam sem mãos a medir, porque há as rifas de chocolates, o Pikachu de porcelana dourada chinesa, as conchas variadas, o Pai Natal de peluche e os azulejos com dizeres parvos e cómicos e cómicos e parvos...ai os azulejos que são uma autêntica perdição! "A minha sogra é uma santa, só é pena não estar no céu", ou ainda "Nesta casa só se fia a maiores de 90 anos, acompanhados pelos pais".

Caramba...como gosto do Agapito das Bifanas!


8 de Janeiro de 2012

2 de Janeiro de 2012

________enleios


Neste novo ano, contrariando a preocupação quase paranóica dos anos anteriores em que o ano tinha de ser imaculadamente estreado com o máximo de assuntos resolvidos para que assim permanecesse todo o ano, desde a limpeza do carro, ao arranjo dos electrodomésticos, aos cocós de cão apanhados meticulosamente com o cuidado de não existir a mínima falha…em suma, a chamada entrada com o pé direito. Neste novo ano, como ia dizendo e para que não me perca mais em deambulações, entrei (entrámos) com o PÉ ESQUERDO, um bocadito enleados.

  • Urgência médica a 31 de Dezembro, aqui para a mãe, urgência médica a 1 de Janeiro, ali para o filho, urgência médica acolá para a mota a 2 de Janeiro;
  • Autoclismo avariado, com águas correntes ininterruptas, apesar das torneiras fechadas quase a cadeado, transformando o chão do WC num húmido pantanal;
  • Ausência de luz, numa parte da casa, obrigando ao uso da máquina de lavar roupa, com uma milagrosa extensão que atravessa parte da cozinha;
  • Carrito a precisar de uma boa aspiração e escovas novas, que já funcionam como sujadoras de vidros;
  • Óleo da mota derramado no quintal, tornando o acesso à porta de entrada, numa quase pista de patinagem artística.

Caótica a situação!? Descuido e má gerência da responsável deste bocadinho de vida!?
NÃO!!!!!!! Faz tudo parte de um plano!

Estou apenas a inovar. Nos anos anteriores, a preocupação pela ordem não tem resultado, assim, na antevisão de um ano difícil, resolvi deixar as coisas como estavam, enleadas! 
Adiar o inadiável, esperar para ver…

Depois, prometo que vos conto se resultou. Caso se confirme a eficácia da ‘coisa’, podem começar a pôr as cuecas azuis de parte e estrear os vossos novos anos, na maior das bandalheiras, just in case.

30 de Dezembro de 2011

um 2012 cheio de PAZ

2012, é só para avisar...
se pensas que me assustas,estás muito enganado ó 'amiguinho'!

20 de Dezembro de 2011

um FELIZ Natal (se conseguirem)

...quase desertora, mas sempre uma simpatia! ahahahahAHAHAH



18 de Novembro de 2011

o insondável mistério do TRIÂNGULO DAS PEÚGAS



Não sei como a coisa corre nas vossas casas, na minha dura há anos e piora a cada dia que passa…

As peúgas insistem em desaparecer! Divorciam-se umas das outras abandonando o par sem aviso prévio...são misteriosamente ENGOLIDAS sem deixar rasto.

Até agora, a teoria que se me afigura mais provável, é a de que máquina de lavar roupa colecciona peúgas desirmanadas. Coloca-lhes, provavelmente, uma etiqueta com número e data e armazena-as numa espécie de alçapão secreto.

Tirando o probleminha da dívida externa, os cortes nos salários da função pública, o exagero dos aumentos de QUASE tudo e mais outras tantas ninharias dessas, este é de momento um assunto que me preocupa verdadeiramente!

10 de Novembro de 2011

chatices com o raio do cão, ou se preferirem, "passou a ouvir-se pior nesta humilde casa!"


Estou um bocadinho aborrecida (para ser franca, uma pilha de nervos).


Passo a explicar:
- A minha mãe tem 82 anos e as mazelas vão-se fazendo sentir...ouvia muito mal e conseguimos convencê-la a comprar um aparelho auditivo (carote, por sinal), em Outubro passado.


- A minha mãe veio visitar-me!


- A minha mãe, esta tarde, teve pena do Ice.Teazinho, amoroso e abriu-lhe a porta de casa...


- O Ice.Teazinho amoroso tem de ter uma vigilância, tolerância zero...


Resumindo....HOJE o Ice.Teazinho amoroso COMEU-LHE o aparelho auditivo, novo!


Estou a tentar libertar os demónios que sinto, dando um ar da sua graça à coisa. 


Poderia até ter uma certa graça...se me tivessem contado esta história com outra mãe, outro aparelho auditivo, passada em outra casa, com outra família e  outro cão.

1 de Novembro de 2011

hoje vou levar-te flores




como gostaria que hoje fosse apenas o dia dos vivos...

21 de Outubro de 2011

alembraDURAS, ou coisas minhas que vos ofereço (…ou impinjo, como preferirem)


Lembro-me que sempre gostei de ler à noite, sempre gostei do sossego para as coisas sérias, a luz do dia sempre me roubou a concentração e distrai-me com vontades de cafés, de conversas, de olhares para o vazio…na adolescência, como existia uma hora do recolher obrigatório e as leituras eram viciantes, recolhia-me aos lençóis deitada de bruços, cabeça tapada e lanterna de pilhas a alumiar a cena, até que o livro acabasse ou o sono me vencesse.

Lembro-me da avó Alice à mesa do jantar a descascar a fruta para o filho “tens de comer fruta Zé Carlos!” – enquanto a malta, netos carentes da única avó, ficava atónita, com olhar de S. Bernardo a ver o episódio que supostamente lhes estava destinado, passar-lhes descaradamente ao lado.

De ter tantas saudades do meu avô Gordinho e da minha avó Antónia, apesar de só os ter tido até aos meus 6 meses…

De soluçar de tanto chorar, sempre que a minha mãe me contava a história do Menino com uma Estrelinha na Testa, e de querer sempre mais e mais repetições, até quase sucumbir de tristeza…

Lembro-me de cometer loucuras absolutamente irresponsáveis (provavelmente com a mania de que era artista de circo, ou que o perigo era a minha profissão), fazer malabarismos em murinhos estreitos de 7ºs andares, de galgar  penhascos altíssimos e quase verticais, pendurar-me em varões de antenas de televisão balançando-me do lado exterior de varandas de 3ºs andares…fazia as amigas verdadeiras chorarem de aflição e inchava de orgulho, pela coragem das profecias…sei hoje que o “inchaço”, afinal era de pura idiotice juvenil.

Lembro-me de andar meses a fio a aprender a nadar, com a ajuda de vizinhos dedicados e pacientes e por fim, no espaço de segundos, aprender a nadar (à cão), depois de me empurrarem do pontão dos barcos, na ria de Faro.

Lembro-me de andar durante dois anos, entre os 11 e os 13, na vela…quase só porque estava apaixonada pelo professor que tinha na altura 18 anos. Também porque nesse dia, ao fim de semana, nos enfiávamos no hotel mais luxuoso de Faro, ludibriávamos o porteiro, e esgueirávamo-nos para a única piscina existente na cidade…era uma festa, com direito a toalhas do hotel e grandes saltos da prancha altíssima, de onde se via toda a ria e parte da cidade.

Lembro-me de escolher o MEU primeiro cão e de o baptizar de Pélé, porque era preto, não por racismos meus, mas por devoção a um grande jogador. Tão inteligente, tão carismático, tão especial, que fará parte de mim durante toda a minha vida.
Do meu ganso Manolito, quase arraçado de cão nos hábitos, tão fiel, tão meu segundo cão…que acabou, certamente, na panela dos desgraçados que o roubaram na altura da feira de Faro (provavelmente partiram algum dente, dado a rijeza do bicho que já deveria ter na altura uns 7 anos).

Lembro-me de quer ser professora de desenho ou de ginástica, desde sempre…santa ingenuidade, a das criancinhas! Assim que comecei a ter juízo, coloquei logo a ideia de parte, depois, ironia do destino, acabei no ensino, na área das Artes (primeiro por graça e conveniência, depois porque a nova profissão se entranhou nos poros).

E por hoje, não vos vou contar mais nada, porque a minha cabeça está tão cheia de lembranças, que vos iria afogar com tanta informação. Desnecessária, é certo, mas apeteceu-me tantoooo....

…experimentem fazer este exercício e vão ver a turbulência  que se gera na vossa cabeça

23 de Setembro de 2011

era uma vez uma glândula supra-renal que além de ser de direita é completamente parva



quando atingimos uma certa idade, os srs. doutores resolvem checkar-nos as entranhas na ânsia de nos descobrir maleitas que lhes garantam o trabalho (nada contra, que eu cá até gosto bastante de alguns médicos…de outros, nem por isso).

nestas minhas andanças, esgravataram-me imensas coisas e descobriram, pasme-se, uma glândula supra-renal direita com uma grande bola de ping-pong, ou de golf, a ocupar todo o espaço que era suposto estar livre. ora logo a mim que me havia de acontecer esta porr@, eu que nem tinha conhecimento deste dito órgão, pequenito mas MUITO marafado, que controla imensas coisas chatas. 

a partir daí, são exames para aqui e para acolá, tudo certinho,massssss….faça lá mais uma vez. será que essas fraquezas poderão ser efeitos colaterais, e as tonturas e o estado de ansiedade…poderão ser, ou talvez não!? também poderão ser efeitos colaterais da falta do pagamento da mensalidade que o pai achou que não devia continuar a enviar ao filho (embora ele ainda dependa de nós e ainda respire)…
tudo se mistura, tudo se confunde, tudo me lixa!

daí que, em princípio, vá ser operada, para retirar o raio da glândula direita (eu que sempre fui de esquerda) e livrar-me das duvidas  todas.

pior mesmo é que tenho aversão a cicatrizes!


*ando com uns desabafos chatos. não consigo ficar calada. Tenho que exorcizar os meus fantasmas porque não me apetece implodir.


NOTA IMPORTANTE: não são obrigados a ler estas coisas chatas!

19 de Setembro de 2011

apetece-me enfiar a cabeça na areia

muito sinceramente, não sei se vou aguentar ouvir falar de mais uma única desgraça que seja.....


estou FARTA!!!!!!

se não me acontece nada de fantástico até ao fim do mês, (ainda) hiberno (mais). está decidido!

17 de Setembro de 2011

o desprazer também é um estado importante

__________A foto é minha

Já aqui falei do prazer, relegando o desprazer para lugares remotos e sem honrarias de coisa importante.

Desprazer é o que sinto quando as energias me falham em teimosias de não cumprimentos constantemente adiados, à espera de magias de coisas feitas em “PUFS” de já está e não custou nada.

Desprazer é um querer que seja assim, com um resultado que acaba por ser assado

É querer ir ali à Índia, só para ver as cores e os cheiros e não poder

Desprazer é quereres poder não gostar do que não deves e ainda assim, gostas que te fartas

É quereres dizer que não quando não te apetece mesmo, sem teres de te desdobrar em argumentos que não te apetecem

É parecer-se egoísta, sem no fundo se ser

É gostares muito de alguém ou de alguma coisa mas não te apetecer

É teres problemas que se encavalitam uns nos outros e que crescem… crescem, p’ra caraças, como cogumelos em represas, e sentes que não dás conta porque estás em modo “não me tirem do meu buraquinho” porque aqui é que estou protegida

Desprazer é um estado lixado, que dificilmente nos faz rir, mas que quando faz com que aconteça, é quase tão bom como quando descobrimos que conseguimos andar de bicicleta sem as ridículas rodinhas traseiras

O desprazer também é um estado de relevante importância…proporciona-nos o enorme prazer de podermos livrar-nos dele!

NOTA da AUTORA: nem tudo em mim, é de momento desprazer…os meus 2 primeiros dias de trabalho, correram muito bem, para que saibam ;)

10 de Setembro de 2011

estados ácidos




Nem sempre me encontro neste estado ácido de limão verde (mal seria de mim…), mas nestas minhas fases críticas em que fico mais irritadiça, chego a atingir um estado quase perigoso , daqueles que me fazem subir literalmente a mostarda ao nariz, perante algumas coisinhas “fofinhas” que um rol de pessoas consegue escrever, aconselhar, citar, colar, partilhar…será a chamada inveja da aparente felicidade alheia?

Ele há gente que consegue partilhar continuamente com os restantes mortais a ideia de que a vida é bela. É pessoal BUÉ de positivo, sempre “queriducho”, sempre com umas frases filosóficas na manga, de sua autoria ou gamadas ao “Citador” mais próximo de si (por vezes bastante duvidosas), que nos fazem sentir uns verdadeiros infelizes, incapacitados…causam-me um estado de pessimismo tramado, porque nunca chegarei a esse suposto estado de graça, nem que me pinte de amarelo.

Outras (e são pessoas de carne e osso, acreditem!), têm nas redes sociais, uma palavra amiga para todas as ocasiões, muitos bons dias e boas semanas e tudo de bom…dia após dia. Simpáticas! Pois sim…


Agora pergunto-ME, será isto possível, tanta alegria, tanto bem estar, tanta simpatia? Ou serei eu um ser perfeitamente alimonado a precisar de uma colher de açúcar? E não me venham com a famosa teoria “o que tu precisas sei eu”, heheheheh…

  
Não atravessam o raio da crise que se faz sentir???? Nunca se vão abaixo, esse humor está sempre em alta?


Bem, acaso me possam dar a receita para tamanho estado de felicidade e bom companheirismo, estou aberta a mudanças. O que não vai ser tarefa fácil, embora reconheça, humildemente, que não posso continuar casmurra toda a vida.


Muito grata pela atenção e desculpem qualquer coisinha!

*desabafinhos

17 de Agosto de 2011

PENSAmentos avulso, como os cigarrinhos MataRatos que se compravam à unidade nas mercearias de bairro



Já faz tanto tempo quem nem sei se ainda sou capaz de debitar alguma coisa que faça sentido.

Tantas vezes se constroem ideias na minha cabeça, começos de frases que poderiam desenrolar-se de uma forma gira. Tantos arremessos de vontade, tantos apetecia-me escrever hoje…e no fim, a maldita preguiça a castrar-me.

Inevitavelmente no mês de Agosto, faço as pazes com a casa, a quem ofereço a minha presença constante e da qual tenho uma enorme dificuldade em me separar, como se estivéssemos unidas por cordas do tamanho de amarras. É o telheiro das traseiras, fresquinho de dia e aconchegante no princípio das noites, é o quarto com a cama convidativa às sornas da tarde. O adiar as idas ao supermercado, as idas à praia, as simples idas que se estendem para fora do portão…OBRIGADA, casa! Que me aceitas assim de seguida, sem tréguas minhas e sem queixas tuas.

Fujo dos convites, ainda que simpáticos, fujo das conversas, fujo dos calores, fujo de todas as casas que não são a CASA e de todas as paisagens que não são a minha. Fujo do cansaço e fujo talvez de mim, ao fugir de vocês.

Em devaneios caprichosos, permito-me ter saudades das torradas da minha mãe, as melhores do mundo.

Permito-me quase odiar os magotes infernais que atacam os supermercados, como se o mundo estivesse para acabar e os bunkers precisassem de se encher de provisões.
Quase odiar, o esgotar dos iogurtes líquidos e das sangrias doces e baratas, nas prateleiras.
Quase odiar a dupla de emigrantes do Luxemburgo, que se permitem ter conversas do mais ordinário na fila, como se nós não percebêssemos o português…que culmina com a entrada triunfal num carrão topo de gama.

Em contrapartida, adoro o quente do chão que me deixa andar descalça. 
Adoro a cor do céu que quase me fere a vista. Adoro andar para aqui assim, sem grandes responsabilidades, sem grandes compromissos…à espera que passe o Agosto porque sim e a temer que passe o Agosto porque sim, também.

obrigada pela visita!

pessoal que gosta de estar a par destas andanças

facebokiANOS a par desta coisa