13 de maio de 2010

família

A propósito da vinda do Papa e de um artigo que li ...e porque no que respeita a papas só me dou mesmo é com a famosa Maizena.

O conceito de família tal com a Igreja o defende e pretende impor, cheira-me quase sempre (ou vá lá, muitas vezes, que é para não me chamarem exagerada) a esturro.

Senão vejamos...

Segundo o malfad
ado conceito, o pai, a mãe e respectivos rebentos formam uma família. O sucesso da mesma (não muitas vezes longe de uma família/firma) é reforçado consoante a proporção numérica de rebentos e mediante a seguinte escala: 6 ou mais rebentos = família muito feliz; 3 rebentos = família feliz qb; 1 rebento = família incompleta; ausência de rebentos = família amputada, atrever-me-ia mesmo a dizer, quase não família.

As típicas fotos tiradas par
a a posteridade, em que toda a tribo aparece com um sorriso de "1, 2, 3 e agora diz banana", com as roupitas de ir ver a Deus ao domingo, imaculados com a ausência de folias, gargalhadas espontâneas e exageros de ferro de engomar, é a verdadeira imagem da família desejável(católica e com bons princípios).

*Ainda que uma das crias, tresmalhada, insista em descompor o ramalhete com uma enérgica coçadela de tintins.

O slogan é procriar para a família aumentar!
A mulher cumpre a sua obrigação de parideira...
O homem, a de chefiar a casa, providenciando o sustento da prole.
_______________________________Odores salarazistas é o que é!


Para mim, o sucesso das famílias é proporcional aos sorrisos rasgados das fotos, com felicidades escritas nos cabelos despenteados e em nódoas que teimam em não sair daquelas calças de ganga que não largamos.



O sucesso da família pode resumir-se a um pai com o seu filho, a uma mulher com a sua mãe, a uma avó com os netos, ao tio que ficou com os sobrinhos, a um casal que se tem um ao outro...

Quanto às crianças (quando as há) muitas das vezes, são tão ou muito mais felizes com duas famílias
(desde que sintam que têm um porto de abrigo) do que com uma família "dita" tradicional...as crianças, preferem ouvir as gargalhadas dos adultos e sentir que há alguém com tempo disponível para os chamar à atenção quando é necessário, do que assistir ao clima de "paz podre " que muitos casais insistem em manter em nome da união e do equilíbrio familiar.

Deixemo-nos de hipocrisias!

E para papas, já nos chega a Maizena...e vá lá, o Nestum com mel, que hoje estou "mão largas".

12 comentários:

Beringela disse...

«Hear, all ye good people, hear what this brilliant and eloquent speaker has to say!»

Dado o adiantado da hora e de já faltar pouco para o pequeno-almoço, não tenho capacidades nem cognitivas nem motoras de elaborar a resposta. Por isso, fico-me mesmo por aqui sem, contudo, afirmar que estou em sintoniz contigo!

Beringela disse...

Ah! Beringela e Storyteller são a mesma pessoa. Acontece que assumi a identidade de Beringela por 24 horas.
Long story...

Meio Cheio disse...

E com isto disses-te tudo...não há ninguem que possa escolher por nós o que é a nossa familia...o que é a nossa casa e quem são os que amamos...são coisas que não escolhemos...e ter uma familia é ter com quem partilhar o bom e o mau...e não se prende em numeros e muito menos géneros. Não somos uma lista de super mercado...logo não nos deviam tratar como tal. Os ingredientes conjugam-se consoantes os gostos ;)

Beijo*

Dylan disse...

é por isso que Igreja continua a perder crentes. Acham-se detentores de verdades insofismáveis e não conseguem evoluir nos tempos.

Pronúncia disse...

A tua definição de família feliz é que está certa... tenho dito! :)

Bom fim de semana, Anocas!

Ana GG disse...

Story/Beringela

Já fui ver o porquê da mudança de identidade...por acaso, até gosto do nome.

Não tens de estar em sintonia comigo, além de que o assunto em questão dá pano para mangas e esta é apenas uma pequena caricatura...

Ana GG disse...

Meio Cheio

As famílias não se medem pela quantidade de elementos, ou pelos sorrisos amarelos das fotos.Não obedecem a receitas...

(que resposta tão básica!!!! estou com preguiça)

Ana GG disse...

Dylan

A Igreja, além de ter que acompanhar o progresso, tem de deixar de enaltecer situações preconceituosas e fascizantes.

Ana GG disse...

Pron

Pois é...temos dito!

Bom fim de semana para ti também.
bjossssssssss

(eu gostava de apanhar um Solzinho, mas está um vento chato como o raio...a ver vamos...)

Storyteller disse...

Mas acredita que estou mesmo em sintonia contigo. Também a minha família não é a tradicional de pai, mãe e casalinho saloio. Ok, o casalinho saloio até tenho, mas de resto são eles e eu. E funcionamos bem assim!

Ana GG disse...

Story

Bem que estava a estranhar, não estares em sintonia com o meu conceito...sempre tive de ti a ideia de uma pessoa pessoa liberal e democrata.
AHAHAHAHAH

...sua beringela das estórias!

Storyteller disse...

Agora é que reparei! Realmente, escrevi que não estava em sintonia contigo no primeiro comentário. Mas só o adiantado da hora é que justifica tal parvoíce!
Dahhhhhhhhhhhh! C'a burra sou!

Sou liberal, democrata e herética!
;D


obrigada pela visita!

pessoal que gosta de estar a par destas andanças

facebokiANOS a par desta coisa